sábado, 7 de março de 2015

Fragmentos de uma conversa



Achei que valia a pena compartilhar. 


segunda-feira, 2 de maio de 2011

novo vício


Estou completamente apaixonada por essa banda. A frontwoman, Florence Welch, disse uma vez que deseja que sua música desperte sentimentos fortes em quem a ouça, como a sensação de atirar-se de um edifício ou de ser capturado para as profundezas do oceano sem qualquer chance de prender a respiração. Pode ser um tanto quanto estranho para quem lê, mas para quem ouve esse som, não tem dúvidas de que ela o descreve perfeitamente. Além das melodias que misturam harpas, banjos, baterias e percuções os vocais são longos e vibrantes, deixando as músicas... mágicas!Com a descrição da Florence, não há mais o que falar. Deixo apenas o clipe de Dog Days Are Over do álbum Lungs do Florence + the Machine. Ouçam, sei que não se arrependeram!





domingo, 1 de maio de 2011

Thanks

O tempo pode nos trazer ventos benéficos ou não. Agradeço a todas as tormentas que passaram em minha vida. Sobretudo porque me trouxeram paz e maturidade. O tempo me trouxe também almas que, mesmo longe, permanecem em meu coração.


Almas tais que me auxiliaram nesses tempos difíceis, em momentos de alegria, nas dúvidas, nas descobertas, nas bebedeiras, nos sonhos, nos momentos de silêncio, nos momentos de evolução... Enfim, me senti sozinha por muitas vezes em minha vida, porém, quando olho pra trás, vejo que nunca fui sozinha, porque sempre tive amigos especias ao meu lado. Sempre.


Há muito quero dizer à vocês que, mesmo aqui em silêncio, carrego vocês dentro de mim. Continuo amando vocês. E sei que cedo ou tarde, nos encontraremos novamente. Lembro com carinho daqueles que sentaram na porta da minha casa tomando coca-cola nos dias quentes. Daqueles que viram filmes madrugadas a fio comigo. Daqueles que me passaram cola na prova de matemática. Daqueles que me deram abrigo quando eu queria fugir, sobretudo de mim. Daqueles que me ouviam sempre. Mesmo se eu repetisse 1000 vezes o nome daquele cara que eu estava apaixonada na época. E como tiveram paixões! Rs


Lembro também, das voltas naquela cidade pequenininha a noite, almejando um dia estar longe de lá, brilhando em algum outro lugar. Dos shows de heavy metal que queríamos tanto ir e nossos pais não deixavam. Porque era perigoso. Lembro com carinho e saudades dos shows do Hocus Pocus (Beatles cover) no Jack. Dos trabalhos na facul que sempre fazíamos sozinhas...


Das noites bebendo vinho barato e ouvindo Bob Dylan. De como vocês me encorajavam falando que sim, eu venceria na vida! Sim, eu valia muito! É, não deve ser fácil ter uma amiga insegura. Rs


Lembro, sobretudo, do último porre em BH que me fez chamar o Caio Fernando Abreu e fazer você premeter que nunca me esqueceria. É, sei que não me esqueceu. =)


Ah, e você também, que mesmo aí, no Distrio Federal, me apoiou no ano mais difícil da minha vida. Muito obrigada po tudo. Estou aqui e te amo muito!


Eu amo vocês, amigos queridos. Me desculpem a ausência, mas a vida nos faz isso. Mas quero que nunca se esqueçam de que eu não esqueço de vocês. Muito obrigada por tudo! E se hoje sou uma mulher segura e feliz, isso é trabalho de vocês!



P.S.: Beijos especiais à Rógéria, Carlinhos, Douglas, Bia, Pri, Ana, Ana Galo, Vanessa A., Cacau e Lívia.


P.S.²: Desculpem por eu não revisar o texto e, quem sabe, escrever algo mais elaborado, mas quis escrever isso antes de dormir e daqui a pouco(4:30 a.m.) eu acordo!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Tempus Fugit

Ando perdendo a noção de tempo. Não sei exatamente há quanto tempo moro aqui nesse estado. Há quanto tempo me senti em casa. Há quanto tempo me senti segura. A única coisa que tenho certeza é de que o tempo está passando depressa.
Tudo bem, não é uma descoberta particular, todos têm essa sensação ultimamente. Pode ser que a medida que ficamos mais velhos, tomamos consciência de que nosso tempo de vida está diminuindo dia-a-dia, minuto a minuto, segundo a segundo. Porque essa sensação de urgência é uma sensação adulta. Não me lembro de ter sido urgente quado criança e até hoje não conheci nenhuma assim.
Há meses tenho acordado muitíssimo cedo e ido dormir tarde. Há meses ando sempre correndo Há meses desejo que o dia tenha no mínmo 48h. Há meses luto por minha individualidade. Há meses não sei andar devagar. Inclusive, as vezes nem sei o por que corro tanto.
Há meses olho para o relógio e peço a gentileza para parar, para eu poder desfrutar com calma de cada momento, que eu possa ver cada detalhe da cidade com mais calma, para que eu possa degustar no lugar de engolir as refeição, para que eu possa viver e não correr.
Mas é claro que ele não me obedece e ajuda o tempo a fugir, correr. E nós, corremos atrás. Na vida profissional não existe meio de resolver as coisas com calma. Tudo tem que ser rápido. Mas, na vida pessoal, tenho lutado pra viver no lugar de correr. Porque são nos detalhes que encontramos a felicidade. E viver é uma felicidade, basta você olhar com calma o mundo.

domingo, 4 de julho de 2010

Since 04/07/87

Queria ter algo muito interessante pra postar no dia do meu aniversário. Tenho vários textos novos, outros nem tanto, mas sabe, acho que não há tanto o que comemorar, ou há sim, mas sem efusismo, nem nada. Quero serenidade, o equilíbrio, a amizade, o amor, as pessoas e momentos doces. E esses, acredito eu, são coisas que vêm de mancinho, devagar, sem fazer alarde. E assim, vou seguindo, 'porque o acaso é amigo do meu coração quando fala comigo e eu sei ouvir'. E por que não um FELIZ TODOS OS DIAS DE VIDA pra mim? Não custa nada...
P.S.: Vou deixar Secret Heart da Feist pra embalar esse post porque amo essa música.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Você tem um cigarro?

-Estou tentando parar de fumar.
-Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
-Você tem uma coisa nas mãos agora.
-Eu?
-Eu.


(Quando Saturno encontrou Júpiter - Caio F.)

terça-feira, 15 de junho de 2010

I didn't rest, I didn't stop

"Ooo, I'll be the one who'll break my heart
I'll be the one to hope come
I know more than I knew before
I know more than I knew before
I didn't rest, I didn't stop
Did we fight, did we talk?"

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Estranhos íntimos

Depois de um ano sem se veem, ela manda um e-mail direto e cordial. O outro responde logo, mais direto ainda. Como se todos os dias e noites de trocas de juras eternas de amor não tivessem existido. Como se não tivessem se completado. Como se não tivessem existido diálogos silenciosos apenas com os olhares. Como se tudo o que se passou, fosse apenas sonho. Se não fossem as fotos, seria realmente difícil de acreditar que tudo aconteceu.
De alguma forma, ela se sente feliz por ter sido amada dessa maneira. Sente o fato de que não foi pra sempre. Mas foi amada de uma forma tão sincera e cúmplice, e quente, e completa, que prefere ter tido a oportunidade de ter um amor tão lindo em suas mãos, do que nunca ter sentido nada parecido. Mesmo que esse amor tenha escorrido entre seus dedos como areia. Mesmo assim, sorri quando lembra dos dias, dias tais que parecem tão distantes, como se fossem em outra vida, quando pára para fumar um cigarro na sacada, vendo do 7º andar o tráfego intenso de carros e pessoas lá embaixo.
De qualquer forma, a vida segue fácil para ela e para ele. A partir desses e-mails, a sentença é finalizada. Ela espera realmente que ele seja feliz, e, quem sabe um dia, amar e ser amada mais e mais. Se é que isso ainda seja possível.

domingo, 6 de junho de 2010

And so it is...


"And so it's.
Just like you said it would be.
Life goes easy on me,
Most of the time.
And so it's.
The shorter story:
No love, no glory,
No hero in her sky.
I can't take my mind...
Until I find somebody new."

domingo, 30 de maio de 2010

Pedi as contas

Cheguei a uma conclusão: resolvi sair da fila do amor. Não quero mais esperar, ou melhor, não quero contar com um sentimento que não tenho a garantia de que um dia ele chegará em minha vida.
Acho injusta a forma na qual os seres humanos são inseridos nesse mundo de amores-perfeitos-e-eternos. E se ele nunca chegar? E se a pessoa que eu amo incondicionalmente, e que ainda nem conheci, não me encontrar e vice-versa? Serei infeliz por estar incompleta? Serei amarga e maldizer o mundo? Não. Não é esse caminho que eu quero seguir. Não é essa vida que eu quero para mim.
Porque sozinhos viemos e sozinhos voltaremos para onde quer que tenhamos de ir depois da luz do fim do túnel. Sou completa por ser eu mesma, por viver a minha vida, por correr atrás dos meus objetivos, por querer vencer.
E como disse um dia meu querido Caio, companheiro de horas certas e incertas: Acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz.
É apenas uma questão de escolha. E a minha hoje é viver, sem esperar nada de ninguém além de mim mesma.

domingo, 2 de maio de 2010

I'm an extraordinary machine


I seem to you to seek a new disaster every day. You deem me due to clean my view and be at piece and lay. I mean to prove, I mean to move in my own way, and say: I've been getting along for long before you came into the play. If there was a better way to go then it would find me. I can't help it, the road just rolls out behind me. Be kind to me, or treat me mean. I'll make the most of it, I'm an extraordinary machine.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

What goes around, goes around

Nunca questionei as portas e janelas fechadas na cara, nem os tapas e socos e pontapés. Sempre sacodia a poeira, engolia o choro (ou chorava escondido), olhava pra frente e pensava: ainda não chegou a minha vez. AINDA. E a vida seguia, muitas vezes por muitos lados, escolhia algum, andava metade do caminho e voltava, seguia outro e algo me impedia de seguir a frente. E assim foi minha vida por muito tempo.
Mas sou água, e água se é impedida de seguir seu caminho, cria outro. E um atalho se fez na minha vida e aqui estou eu nesse novo. Tudo novo. E não vou ser modesta e dizer que não mereço tudo que está acontecendo. Sou merecedora sim. E sei que esse é só o começo do meu sucesso. Todos desacreditaram de mim, mas eu acreditei, e isso bastou. Não diria todos, mas os que eu esperava que acreditassem em mim, desacreditaram. E os que eu nunca pensei que acreditariam, acreditaram. E, pronto, me basta também seguir a minha vida por aqui e vocês por aí, porque eu aprendi a ser sozinha e não poder ter colo, nem ombro, nem palavra amiga na hora certa ou errada. Sou merecedora e ponto final.

Naquele dia no qual o deixei na rodoviária, não cogitei nenhuma possibilidade de deixá-lo de verdade, ou que dali a um ano eu estaria numa cidade totalmente diferente, convivendo com pessoas novas, sendo querida, correndo contra o tempo, me sentindo viva, trabalhando em uma multinacional, e, sem ele. E sem ninguém. E se quer saber, estou muito bem, obrigada.

Ele me ligou não faz muito tempo. Não vou negar que me senti mal depois da ligação. Mas não era amor reprimido, era mágoa reprimida. E só. Fui lembrar alguns dias depois que ele me ligou bem no dia do seu aniversário, olha só, irônico não? Mas o que vai, vai. E tudo o que eu tenho de fazer é agradecer a Deus, ao Universo, a tudo e a todos.

Obrigada, obrigada, obrigada!

domingo, 18 de abril de 2010

Sonhei com você

Essa noite sonhei com você. Eu não participava do sonho, era apenas uma expectadora. O que me doía muito e que, de certa forma, retratava a realidade. Porque apenas vejo sua vida passar, quadro por quadro, sem ao menos poder dizer o que penso daquele seu tênis feio ou daquela sua calça esquisita, mas, que fica tão linda em você.
Eu queria dizer pra você que sonhei com você, e que essa não foi a primeira vez. Mas isso faria você pensar que penso em você, o que não deixaria de ser verdade, mas dizem que eu assusto as pessoas com a minha intensidade, com a minha sede de viver, com a minha sede de amar. E tudo que eu menos quero é te assustar, porque gostei de você. E que, não sei por que, eu que sempre tão segura, tive medo de olhar nos teus olhos.
Não quis sonhar com você. Dei graças quando acordei. Mas num domingo, pra quê levantar às 8h? Voltei a dormir, e voltei a sonhar com você. Odeio ter que fugir dos meus pensamentos, porque sei que isso é em vão. Mas se nem nos meu sonhos você é meu, pra que dormir então?

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Eu te falei

"Si ella te habla así, con tantos rodeos, es para seducirte
y verte buscando el sentido de aquello que vos oirías displicentemente.
Si ella fuera directa, vos la rechazarías."

sábado, 3 de abril de 2010

Types

Ouço muito as mulheres falando de si mesmas, ou de outras, que não sabem escolher homens. Ou aquela frasesinha escrota sobre ter o dedo podre pra homem. Há padrões específicos que nos agradam, mas, somos senhoras do nosso destino a ponto de achar que fazemos o relacionamento dar ou não certo?
Ok, then, acho que o Johnny Depp é o cara certo pra mim. Vou fazer de tudo pra ele perceber que sou a mulher da vida dele. Daí depois dele deixar a mulher e começarmos a namorar, casaremos e o meu amor será o bastante pras nós dois! Aí então, depois de um tempo, ele perceberá a incrível mulher que sou. Correto? Errado.
Não é porque você acha que um cara inteligente, que te faça rir, que te faça subir pelas paredes, que tenha um papo interessante, que te faça sentir a mulher mais linda e inteligente do mundo, ou melhor, a única mulher do mundo, que há alguma possibilidade dessa coisa evoluir pra algo mais concreto. Ok, ele te tratou assim hoje, mas amanhã ele vai estar no mesmo lugar que ele te levou com outra e falando as mesmas coisas. Daí então você percebe que o irresitível pra ele é apenas um sinônimo de mulheres que aceitam seu convite.
O que eu realmente acredito é em encontros. Não esse tipo que acabei de comentar. Encontros de idéias, de ânimos, de almas... Há tantas pessoas interessantes no mundo e, por que não as conheci ainda? Ok, tenho noção de tempo e espaço, mas é só pra dar mais fundamento a minha idéia.
Há tipos de caras que me despertam interesse e é o que me faz relacionar com eles, claro. Mas não é esse fator que vai garantir o sucesso ou fracasso de uma relação. Um relacionamento não é unilateral. Ambos os lados tem de lutar pra dar certo. Como dizem, infelizmente, o amor não basta. Muito menos as boas intenções.
Não adianta você conhecer aquele cara que você olha e pensa "Taí, teria filhos com ele!" se você não está no momento de realmente viver isso. Vice-versa. Aí o seu momento passa e o dele chega e aí, ele encontra outra que está no mesmo momento que ele. E você, fica mais uma vez com o ingresso na mão pra embarcar na tal roda gigante. Puts, puta roda gigante disputada! E eu que pensava que era uma coisa tão fora de moda...

Possibilidades

Essa coisa de relacionamento é meio complicada. Fico sempre me perguntando até onde posso ir, o que posso falar, quando devo dar. Acho que o medo de errar é tão grande que acabo me privando de muitas coisas na vida. Errar é humano e é assim que a gente aprende. Mas eu não gosto de errar, com licença?
Existem vários estereótipos à la carte que as mulheres podem seguir. Como a inteligente frígida, ou a patricinha virgem, ou a patricinha puta, ou a inteligente sexy, ou a moderninha bissexual, ou a largadona, ou a que se diz moderninha e faz de tudo pra agradar o parceiro na cama e que acaba esquecendo de se agradar... Posso ficar dias escrevendo sobre esses papéis, mas o que eu quero dizer é que, sinceramente, eu quero que o cara que não me aceite do jeito que eu sou vá pra puta que o pariu.
Porque se a gente não dá no primeiro encontro: tá se fazendo de difícil. Se a gente dá no primeiro encontro: é fácil. Se a gente gosta de sexo: é puta com Doutorado em Berlin. OK, cambada, eu sempre esqueço que mulher não pode ter desejo e tem que viver na inércia até o homem dar o primeiro passo, não? Não é, não! E se for pra pagar de puta só porque eu gosto de sexo e acho que esse assunto não é tabu, ok then, I'm a bitch, babe!
E na verdade, não acho que relacionamentos tenham um manual para se seguir. Estamos falando de pessoas, que já são complicadas por si só, imaginem juntas! Há particularidades que só os dois vão ter conhecimento. Posso ter certas características que vão se transpor em um relacionamento e no outro não. Como disse, estamos falando de pessoas. De sentimentos.
Sou impulsiva e se me sinto segura, me jogo de cabeça. Acho melhor pensar que tive dias felizes do que nunca ter dado a oportunidade da felicidade entrar na minha casa e tomar um café demorado comigo. Apesar de que, quando ela vai embora, demoro semanas pra me levantar. Mas sempre me levanto, melhor e mais forte, com os olhos no horizonte e com o coração cheio de esperanças. E sim, vou continuar a viver intensamente cada dia da minha vida e me entregar a cada possibilidade de amor... vai que um dia eu acerto?

terça-feira, 30 de março de 2010

Far away

Far away
The ship is taken me far away
Far away from the memories
Of the people who care if I live or die

sexta-feira, 26 de março de 2010

Carta pra mommy

A saudade dói e pesa tanto que é praticamente possível tocá-la. Queria tanto, mas tanto que o caminho pro meu sucesso fosse mais prático e...perto de você. Ou que, eu não tivesse cometido tantos erros pra eu conseguir me tocar pra o que eu nasci. Sempre fui mais de escrever a falar. Mas hoje sei que esse é o caminho para o meu sucesso. E quem sabe de pontes aereas de São Paulo a Montes Claros pra você e pra mim. De viagens que nós duas poderemos fazer. Mas não quero falar do futuro. Quero falar do presente que se prende a você.

Sinto tanto sua falta! Sinto tanta saudade das nossas conversas, dos desabafos, das lágrimas, dos risos, dos seus gritos e eu em pânico por causa dos seus gritos! E eu pedindo pra você falar baixo, mas gritando e você gritando mais ainda, e eu em pânico...e tudo vira uma bola de neve. Sinto falta de sentar ao seu lado em silêncio, sabendo que tá tudo bem, porque você está lá por mim e eu lá por você. Sinto falta de cuidar de você. Sinto falta. Sinto. Falta.

E tudo isso, feito com amor. O mais profundo amor. O mais puro amor. O mais lindo amor. Choro igual um bebê praticamente todas as noites querendo o teu colo e com saudades do teu cheiro. Choro por tudo que eu já podia ser pra você e do que eu quero ser pra você. E essa tristeza de saudade mista de amor me impulsiona ainda mais pra vencer.

E, choro de alegria também, porque se existe algo que eu tenho orgulho nesse mundo, é ser tua filha. É ser estupidamente parecida com você. Não como a Ana Clara, mas sei que quando me olho no espelho, vejo você. E isso me dá uma alegria TÃO grande! Que você nem imagina.

Sabe mamãe, penso em você sempre. E esse meu jeito meio ausente, meio calado, meio apático, não é de propósito. Queria estar mais perto e queria não sentir vergonha em pedir colo, ou abraço, ou carinho, ou falar eu te amo. E a verdade é que sou o ser mais carente do mundo e queria sempre você pertinho de mim. Me dando carinho, colo, deixando eu mexer nos teus cabelos, sentir teu perfume, e te dizer todo santo minuto que eu te amo mais que minha vida e que tenho um puta orgulho de ser a tua filha.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Minha cota de caridade

Sabe, o que eu senti por você chegou a ser amor. Eu realmente pensei que seria você. Mesmo sabendo, lá no fundo que podia não dar certo. Já que eu era sua pessoa substituta e você o meu substituto. Essa coisa de pessoa substituta é daquele filme, sabe qual? Não né, você nunca gostou das coisas que eu gosto. Nem eu das coisas que você gosta. Era algo meio sem noção, nós dois namorando.
Você lembra daquele outro dia em que você foi me buscar pra ir numa festa e estava bêbado com a boca cheia de brilho? Acho que minha vida estaria diferente agora se eu tivesse te dito pra ir embora e nunca mais me procurar. Mas, pra quê, né, eu não gostava de você e você também não gostava de mim mas éramos substitutos. Nem liguei porque quando eu voltasse pra BH isso seria apenas uma lembrança meio turva das minhas férias.

Acho que tudo ficou sem rumo quando começamos a namorar. Foi um erro? Não sei. Vai ver que essa tentativa (minha) desesperada de você ser O Cara foi errada. Olha que lindo, ela está com alguém que nunca namoraria. Olha que santa. Chego a pensar que esse relacionamento se fez pra eu aumentar o meu ego. Eu não ficaria sozinha e você passearia com a garota nova na cidade. Puta mão na roda! No fundo, bem lá no fundo, eu sabia. A gente sempre sabe. Sempre.

Mas teve um momento que eu realmente acreditei em nós dois. Acho que foi no mesmo momento que você se cansou e foi covarde o bastante em continuar com essa palhaçada. Eu tinha acabado de chegar na cidade e estava com você. Só com você. Você não podia me deixar livre e deixar eu ir pra cama com aquele cara do Civic, ou com aquele empresário, ou com aquele lindo e louco parente do prefeito.

Tudo mudou naquela maldita festa, naquele maldito lugar, com aquelas malditas
pessoas. E eu, antes tão centrada, me tornei maldita e impulsiva. E falei coisas que nunca imaginei falar e fiz coisas que nunca imaginei fazer. Sabe, por isso falo que a gente não se conhece. Tomo essa experiência como exemplo quando vou falar sobre autoconhecimento. Você é um exemplo do que não devo seguir. Do que não deu certo. Do canalha dissimulado que tem medo de ficar sozinho.
E você me apresentou pra todas as qua você ficou. E eu fiquei amiga de todas as que você ficou . E elas se tornaram minhas amigas e você se fudeu. Rá! Mas mesmo assim me senti humilhada. E independente disso, não guardo mágoas, porque você é tudo que eu não quero pra minha vida. Você foi uma caridade. Minha cota de caridade com malandros que não querem crescer na vida.
E pra provar pra mim que eu era capaz e mostrar pra você que eu era melhor, eu dei praquele cara do Civic, e praquele empresário e praquele lindo e louco parente do prefeito.
E, mesmo não guardando mágoas, você é o tipo de pessoa que eu não quero no meu convívio. E, sendo senhora da minha vida, tenho o direito de escolher quem eu quero ou não ao meu lado. Entende? Depois desse tempo, olho pra sua vida e constato que você está da mesma forma. Você se contenta com seu Ensino Médio e com o seu salário mínimo. Eu não me contento porque quero fazer parte dos que deram-certo-na-vida e sei que o céu é o limite. Minha vida não se resume a duas cidades de interior. Minha vida se resume em volta ao mundo. Tá vendo, a gente nunca ia dar certo mesmo. Mas sim, o que eu senti por você chegou a ser amor.

terça-feira, 23 de março de 2010

O tempo que já foi exato...

Mais um dia com o coração cheio de expectativas e com os braços cansados de tanto tentar abraçar o mundo. Sei que é em vão, mas, vai que um dia eu consigo? Minha vida toda lutei contra todos e principalmente contra a minha mente. Todo santo dia ao abrir os olhos repito como um mantra: Eu sou capaz. Eu posso. Eu consigo. Stay away pessimismo.
Sou uma pessimista. Olha só, mas não parece! Mas, sim, sou pessimista. Minha diferença está no não tentar ser pessimista 24h por dia e conseguir ver as expecativas. Olha ela de novo: expectativa. Não sei qual é o momento que ela deixa de ser essa coisa legal que nos faz crescer e passa a ser essa coisa chata que nos dá esse friozinho na barriga e a taquicardia. Mas acontece. Sempre.
Sempre tive paciência pra tudo. Sempre pensei muito antes de abrir a boca. Melhor ficar calada do que se passar por idiota, né? Sempre repeti mentalmente o que minha mãe me diz: tudo tem seu tempo.
Ok, e o meu tempo? Quando vai chegar, moço? Percebi que meus vinte e poucos anos não são grande coisa, mas também não são tão poucos assim. O tempo que parece tão exato quando somos mais jovens não está mais aqui. E começo a ter a mesma pressa na qual esse tempo marcha.
Nunca fui exemplo de porra nenhuma nessa vida. Só quero vencer e ser feliz. Mas olha, que coisa mais capitalista e individual. Sim, sou essa sim. Cansei de tentar ser politicamente correta só pra evitar confusões. Eu estou a procura de todas as cofusões possíves! Quero gritar pro mundo que estou pra briga e que o sucesso é meu e ninguém tasca!
Porque o tempo que eu tinha certeza que estava em minhas mãos, não existe mais. Porque a calma que eu tinha por saber que o mundo sempre vai estar no mesmo lugar no amanhecer, não existe mais. E tudo que eu quero é comprar o ingresso praquela roda gigante que todos que deram-certo-na-vida estão. Tem lugar pra mais uma, moço? Não, melhor cabine dupla, por favor, vai que o meu amor chegue numa volta dessas.